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Publicado por

Fernando Wosniak Steler

Founder & CEO at D1

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LGPD é só o início de uma mudança de cultura sobre segurança de dados no Brasil

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3 min

A LPGD (Lei Geral de Proteção de Dados) foi sancionada em 2018 e entrou em vigor em agosto deste ano e, apesar de quase ter sido adiada para 2022 por um projeto de lei que tramitava na Câmara dos Deputados, todas as empresas de diversos setores correram contra o tempo para se adaptar ao novo regime que visa proteger informações pessoais dos clientes e consumidores.

Neste cenário, o Brasil encontra-se em um ambiente sensível em relação a segurança de dados dos usuários, isso porque ainda não existe muita confiança em relação ao assunto por parte dos outros países -  e até dos próprios brasileiros.

A crescente preocupação com os dados

Segundo o estudo global sobre Segurança da Informação da Unisys, nos últimos 10 anos ocorreu um crescimento de 50%  na preocupação das pessoas do mundo todo sobre a segurança de seus dados. O índice de preocupação dos brasileiros na pesquisa ficou em evidência ao estar com o indicador de 190 contra uma média de 175.

Referências como esta fizeram com que o Brasil adotasse sua própria lei, bastante inspirada no Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (GDPR na sigla em inglês) da União Europeia, criado em 2018.

As grandes potências mundiais estão se adaptando a essa nova forma de gerir dados de clientes, muito por levar em conta os vários casos de vazamento de dados que envolveram grandes empresas como Facebook, Google, T-Mobile, Cambridge Analytica, Aadhar e outras grandes companhias que prejudicaram bilhões de pessoas nos últimos anos.

Mesmo com a entrada da LGPD no país, ainda não se sabe muito como isso vai afetar a vida dos consumidores e quais serão os benefícios trazidos por meio dela. Mas antes de analisar os impactos da nova regra, é preciso primeiro refletir  em relação a falta de cuidado que os brasileiros tem com o fornecimento de suas informações pessoais para as empresas, seja de qual for o setor.

Hábitos como assinar contratos sem conferir as cláusulas, dar o CPF para diversos estabelecimentos ou não se precaver com quem terá acesso às suas informações são alguns exemplos de costumes ruins que se mantém para adquirir serviços ou produtos de forma mais rápida. De forma geral, isto é conhecido como vício de consentimento e é exatamente isso que a LGPD visa combater para proteger os consumidores. E é exatamente baseada no conceito de consentimento que a LGPD foi criada.

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Escrito por

Fernando Wosniak Steler

Founder & CEO at D1

Fernando Steler, fundador e CEO da D1, empresa que viabiliza o processo de transformação digital para a construção de melhores jornadas de engajamento no envio de comunicações omnichannel entre corporações e suas bases de clientes. A plataforma funciona como um agregador de mensagens e um orquestrador de comunicações que não apenas otimiza custos, mas também aprimora a experiência do cliente final no processo.

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